Projeto tecnológico permite que a médica psiquiatra Dra. Maria Inês Quintana, professora da Faculdade Unimed, em São Paulo, continue ensinando, palestrando e concedendo entrevistas mesmo após a perda total dos movimentos corporais, exceto o dos olhos.
Por meio de um avatar digital (foto) alimentado por Inteligência Artificial e treinado para reproduzir sua voz, sua forma de comunicação e sua produção científica, a médica e professora segue ministrando aulas e compartilhando os seus conhecimentos, uma vez que o seu corpo decidiu não seguir mais o ritmo de seu cérebro.
A professora Dra. Maria Inês Quintana é uma das principais especialistas brasileiras e referência em Transtorno de Personalidade Borderline. Diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa que causa a perda progressiva dos movimentos, Dra. Maria Inês perdeu toda a sua capacidade física, mas não a sua inteligência, conhecimento e experiência profissional que permaneceram intactos.
Graças à tecnologia desenvolvida por meio do Projeto ExtensIA, ela voltou a lecionar, participar de atividades acadêmicas e seguir compartilhando décadas de conhecimento médico por meio de um avatar digital alimentado por Inteligência Artificial, treinado para reproduzir sua voz, sua forma de comunicação e sua produção científica.
Mais do que uma demonstração tecnológica, trata-se de uma história real de superação e de um exemplo concreto de como a Inteligência Artificial pode ampliar a autonomia, a inclusão e a qualidade de vida de pessoas com doenças neurodegenerativas.
Principais fontes entrevistadas nesta reportagem
- Dr. Fábio Gastal – Diretor Acadêmico da Faculdade Unimed
- Eduardo Barros – CEO da WorkAI
- Dr. Gerson Muraro Laurito – Presidente da Unimed Campinas