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Por Luiz Felipe Leite

Novo currículo do Ensino Médio é apresentado pelo Governo de São Paulo

A homologação do novo currículo pro Ensino Médio em São Paulo foi anunciada no começo da tarde desta segunda-feira (3), em uma coletiva de imprensa na sede do Governo do Estado, no Palácio dos Bandeirantes, transmitida via internet. O documento foi aprovado em 29 de julho pelo Conselho Estadual da Educação de São Paulo, três anos depois da Lei da reforma do Ensino Médio ser sancionada pelo então presidente Michel Temer.

O novo currículo vai oferecer aos alunos da Rede Estadual 12 opções de cursos, com itinerários formativos, e permitirá que eles escolham disciplinas com as que mais se identifiquem. A previsão é de que o currículo seja implementado progressivamente aos alunos da 1º série do ensino médio no ano que vem. Em 2022, pros estudantes da 2º série, e em seguida, pra 3ª série no ano de 2023.

Na formação geral básica, os estudantes terão os componentes curriculares divididos em áreas de conhecimento como linguagens e suas tecnologias; matemática; ciências humanas e sociais aplicadas e ciências da natureza e suas tecnologias.

Já na carga horária referente aos itinerários formativos, o estudante precisa escolher uma ou duas áreas de conhecimento da formação geral para aprofundar seus estudos, ou ainda, a formação técnica e profissional para se especializar. 

Segundo o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, as mudanças no currículo do Ensino Médio foram pedidas pelos professores. E também pelos alunos. “Acho que todos aqui acompanharam os debates sobre a reforma do Ensino Médio. A perspectiva de todos é por uma mudança”, afirmou.

Outro tema abordado na coletiva de imprensa foi sobre a autonomia das cidades de São Paulo em permitirem, ou não, a volta das aulas presenciais, prevista pro dia 8 de setembro. Elas estão suspensas desde março, por causa da pandemia da Covid-19. De acordo com o secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares, haverá autonomia pros prefeitos e prefeitas. “Os prefeitos e prefeitas vão ter autonomia, inclusive garantida pelo STF, que é o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Por fim foi anunciado que eventuais mudanças no calendário escolar no Estado de São Paulo, em especial sobre a volta das aulas presenciais, vão ser divulgadas na próxima sexta-feira (7). 

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