Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Luiz Felipe Leite

Numeração alterada de armas usadas em crimes pode atrapalhar investigações policiais?

A arma usada por Euller Fernando Gandolpho no ataque a tiros que deixou cinco mortos na Catedral Metropolitana de Campinas em dezembro do ano passado estava com a numeração raspada. Segundo a Polícia Civil, por causa disto, não foi possível determinar qual a origem dela.

Mas será que isto, em outras situações, pode atrapalhar uma investigação policial ao ponto de não ser possível identificar o autor ou os autores de outros crimes envolvendo armas de fogo?

Segundo o delegado e responsável pelo Deinter-2 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2), José Henrique Ventura, a alteração ou eliminação da numeração das armas dificulta a investigação.

A reportagem da Rádio Brasil Campinas entrou em contato com a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) e com a Polícia Federal, para obter informações estatísticas de apreensão de armas de fogo com numeração raspada.

No entanto, ambas informaram que não possuem este tipo de informação. Os órgãos apenas têm um levantamento do total de armas apreendidas, mas sem a especificação se a numeração delas foi alterada ou eliminada.

Para o presidente da ACTE (Associação Campineira de Tiro Esportivo) e instrutor da CBTE (Confederação Brasileira de Tiro Esportivo), major Vladimir Ribeiro, a criação de um extenso banco de dados pode ajudar neste tipo de situação.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, foram apreendidas no ano passado mais de 13 mil armas de fogo. No entanto, não se sabe quais delas tiveram a numeração alterada ou eliminada.

Imagem: EBC

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