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Por Luiz Felipe Leite

Número de mortes por câncer de mama em Campinas bate recorde nos primeiros sete meses deste ano; entidades da região adotam ações para combater a doença

O número de mortes por câncer de mama em Campinas, entre janeiro de julho deste ano, foi o maior desde 2014. Foram 87 óbitos nos primeiros sete meses de 2019. O recorde até então era do ano passado, quando 70 pessoas morreram em Campinas por causa da doença.

Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde e foram confirmados para a reportagem da Rádio Brasil Campinas na tarde da última quarta-feira (2).

Depois deste ano e de 2018, os anos em que mais ocorreram mortes por câncer de mama em Campinas foram, na ordem, 2017 e 2014 com 64 casos, 2015 com 62 ocorrências e 2016 com 57 óbitos.

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um ou mais tumores.

Na avaliação da Coordenadoria de Informações Epidemiológicas do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas), no entanto, a situação na cidade não é alarmante. Para a dentista sanitarista e integrante da coordenadoria, Juliana Natívio, os dados sobre câncer de mama devem ser avaliados de forma mais detalhada.

Enquanto isto entidades de municípios da RMC (Região Metropolitana de Campinas) estão adotando ações para reforçar a conscientização sobre a doença. Uma delas é o Grupo Rosa e Amor, de Valinhos. A campanha deste ano do local, que atende mulheres gratuitamente com câncer, chama #MeTrateDireito. O foco é nos direitos das pacientes.

Um deles, que não é respeitado segundo a organização, é a lei que garante o início do tratamento em até 60 dias apos o diagnóstico.

Segundo a médica e presidente do Grupo Rosa e Amor, Márcia Franzese, o principal fator que influencia o aumento do número de casos de câncer de mama é a demora no diagnóstico.

Ainda de acordo com o Inca, o câncer de mama é o tipo da doença mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, correspondendo a aproximadamente 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%.

Imagem: EBC

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