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Por Celina Silveira

Óbitos por covid-19 crescem em população com menos de 60 anos; em Campinas, alta é de 48%

O número de paulistas com idades entre 10 e 59 anos que morreram por Covid-19 aumentou 0,41% no período de 30 dias.

Segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, no início de fevereiro, o grupo correspondia a 22,51% de todos os óbitos. Um mês depois, a população entre 10 e 59 anos que morreu com a doença representa 22,92%.

A diferença é maior na faixa etária entre 50 e 59 anos, que em fevereiro correspondia a 12,65% de todos os óbitos e, em março, passou a corresponder a 12,80%.

Houve aumento no número de mortes mesmo entre a população com menos de 60 anos que não tinha comorbidades. A taxa, em fevereiro, era de 5,87% dos óbitos e passou a 6,29% em março.

Em Campinas, nos três primeiros meses de pandemia, a cidade teve 34 óbitos entre os menores de 60 anos, neste ano, já foram 54 mortes.

O número de internações entre pessoas com menos de 60 anos também aumentou em Campinas, passando de 344 para 713, alta de 48%.

Segundo o Secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, na segunda onda da pandemia, além de mais jovens serem internados, o tempo de internação também é maior. 

“Tinhamos mais de 80% na primeira onda de idosos e portadores de doenças crônicas. Hoje, são mais jovens, cerca de 60%, muitos sem qualquer doença prévia. E o tempo está sendo maior. A média era de 7 a 10 dias de internação, hoje, já é de 14 a 17 dias”. 

Uma das hipóteses para o aumento do contágio, internação e óbitos entre os mais jovens, é que as variantes do Sars-Cov-2, como a variante amazônica, já podem ser predominantes em todas as regiões do país. 

Segundo a infectologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Raquel Stucchi, é comum que vírus sofram mutações, mas apenas as denominadas “mutações de atenção” alteram características dos vírus ou da doença.

“Nem todas as mutações mudam características da doença ou de ser resistência de anticorpos. Essas mutações aparecem quando o vírus está se transmitindo muito. Quanto mais o vírus se multiplica, maior é o número de mutações que acontecem.”

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