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Por Guilherme Maldaner

Os desafios de pegar um voo na pandemia

Devido ao cenário da covid-19, os aeroportos tiveram que se adaptar para continuar operando

 

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, viajar de avião se tornou um desafio. Um ambiente que normalmente é cercado de muitas pessoas, de diversos destinos, teve que se adaptar. O Aeroporto Internacional de Viracopos, por exemplo, promoveu medidas que visam aumentar a segurança das pessoas em relação à doença. Nesta semana, pude vivenciar como está funcionando esta nova rotina de pegar um voo no contexto de pandemia.

Ao chegar no aeroporto, pude perceber que o número de funcionários foi reduzido, com menos cabines operando. Além disso, no painel de informações, foi possível observar que o número de voos também sofreu uma redução.

Chegando na área das cabines para realizar despaches de bagagem, consegui notar que agora há marcas no chão, em formato de pegadas, que servem para sinalizar os locais em que as pessoas devem ficar na fila, respeitando as medidas de distanciamento social. Estas mesmas sinalizações estão presentes no corredor de raio-x e nas salas de embarque.

Após passar pelo raio-x, cheguei na sala de embarque do meu voo e observei que, agora, as cadeiras de espera possuem faixas que não permitem as pessoas sentarem uma ao lado da outra, visando respeitar o distanciamento. Além disso, é necessário que todos estejam de máscara de proteção, principalmente para embarcar.

Algo que me chamou a atenção foi no momento do embarque, pois agora é feito através de seções, que são chamadas de passageiros por blocos. Estes são organizados por números que estão nos cartões de embarque.

Dentro do avião, para minha surpresa, a experiência foi um pouco estranha, porque tudo estava igual. Aeronave completamente lotada, com todos os assentos ocupados. No início do voo, as comissárias de bordo distribuíram panos com álcool, para a higienização individual dos passageiros. Além disso, na saída do avião, o desembarque acontece por fileiras, por mais que alguns não respeitem muito esta nova medida.

Segundo Viviane Gantos, enfermeira de 45 anos, passageira de um voo para Campinas, as medidas do aeroporto são minimamente necessárias, mas o maior problema são as pessoas que não levam a sério a pandemia.

De acordo com a enfermeira, que está viajando a trabalho, as pessoas só devem embarcar em voos caso seja realmente necessário.

Segundo Maria Luiza Pena, advogada de 35 anos, também passageira, o aeroporto deveria promover mais medidas visando a segurança dos passageiros.

 

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