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Por Luiz Felipe Leite

Pesquisa da PUC-Campinas aponta que reaproveitamento de asfalto pode gerar economia de quase R$ 400 milhões por ano

Reaproveitar as raspas de asfalto retiradas durante a fresagem, processo de recuperação do pavimento, pode gerar uma economia de US$ 97 milhões, ou aproximadamente R$ 400 milhões. A conclusão é de um trabalho de mestrado do PosInfra (Programa de Pós-Graduação em Sistemas de Infraestrutura Urbana) da PUC-Campinas.

Segundo o estudo, o método de reutilização consiste na venda do CO² e a redução de custos na compra de matérias primas como areia e pedra. Tudo isto seria suficiente, por exemplo, para construir 23 mil casas populares de 40 metros quadrados.

Ainda de acordo com a pesquisa, as raspas do asfalto retiradas durante a fresagem, misturadas com concreto e outros materiais, seriam utilizadas na construção de canaletas, muretas de proteção e outras benfeitorias. Essa tecnologia, além dos ganhos econômicos para concessionários e poder público, pode reduzir a emissão de CO2 em cerca de 270 mil toneladas.

Segundo o engenheiro civil, professor da PUC e responsável pela pesquisa, Adilson Nunes Ruiz, todos os cálculos foram feitos com base em dados oficiais sobre a malha viária nacional.

Ainda de acordo com o pesquisador, o CO2, que deixa de ser lançado na atmosfera, pode ser comercializado por meio da “renda verde”. Essa renda, acrescida da redução de custos da compra de matérias primas como pedras britadas e areia, geraria a economia calculada pelo professor Adilson Ruiz.

O estudo da PUC-Campinas já está em processo de registro de direitos e foi a primeira patente depositada pela universidade no INPI (Instituto Nacional de Proteção Industrial).

Imagem: EBC

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