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Por Celina Silveira

Quebra de sigilos bancários no caso de Flávio Bolsonaro revela indícios de rachadinhas também nos gabinetes de Carlos e Jair Bolsonaro, afirma portal

Reportagem do portal Uol aponta indícios de que o esquema da rachadinha, denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro, também ocorria nos gabinetes de Jair Bolsonaro, quando este era deputado federal, e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). 

O Uol teve acesso às quebras de sigilo bancário em setembro do ano passado.

Segundo a reportagem, o então deputado federal Jair Bolsonaro empregou em seu gabinete por oito anos Andrea Siqueira Valle, a irmã de sua segunda mulher, Ana Cristina Siqueira Valle. Um ano e dois meses depois que a irmã deixou de trabalhar para Jair, Ana Cristina ficou com todo o dinheiro acumulado da conta em que Andrea aparecia como titular e recebia o salário. O saldo era equivalente a R$ 110 mil, em valores de hoje.

A reportagem também aponta que quatro funcionários que trabalharam para Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo. Eles sacaram um total de R$ 551 mil em espécie.

No caso do vereador Carlos Bolsonaro, ao menos quatro funcionários do gabinete do vereador sacaram 87% de seus salários em dinheiro vivo. Juntos, eles retiraram um total de R$ 570 mil.

Mariana Mota, ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, fazia pagamentos de aluguéis de uma quitinete onde morava Leonardo Rodrigues de Jesus, primo do senador. O dinheiro provinha da conta de Mariana Mota e as transferências ocorreram ao longo do ano 2007.

No final de fevereiro, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou o uso dos dados resultantes das quebras de sigilos no processo contra Flávio Bolsonaro, mas o Ministério Público Federal recorreu junto ao STF (Supremo Tribunal Federal).

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