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Por Luiz Felipe Leite

Refeições no Bom Prato vão ser gratuitas pra moradores em situação de rua

O Governo de São Paulo anunciou no começo da tarde desta sexta-feira (29) a gratuidade nas refeições oferecidas nas unidades do Bom Prato pra moradores em situação de rua. Vão ser 15 mil pessoas beneficiadas com a ação à partir de segunda-feira, dia 01 de junho, e que estão cadastradas nas prefeituras.

As informações foram divulgadas em uma coletiva de imprensa, feita no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, convênios vão ser realizados com as Prefeituras. Os moradores em situação de rua vão poder receber as refeições apenas se apresentarem um cartão com QR Code. As prefeituras terão de quantificar, identificar e localizar esses beneficiários, pra que eles possam receber os cartões. O investimento do Governo do Estado, nesta ação válida até 30 de julho, é de R$ 2 milhões. 

Segundo o governador de São Paulo João Dória (PSDB), a medida reflete a preocupação com o lado social e vai atender uma das camadas mais frágeis da população paulista. “Repito, o programa do Bom Prato está focado e continuará para as pessoas em situação de rua. As pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza já estão recebendo, na Região Metropolitana de São Paulo e em outras do Estado, o Alimento Solidário. É uma cesta com alimentos para atender até quatro pessoas durante 30 dias”, contou.

Ainda na coletiva foram divulgados protocolos pro setor privado aderir ao aumento do número de testes pro coronavírus. A medida orienta gestores de empresas sobre prevenção e monitoramento das condições de saúde de funcionários, colaboradores e fornecedores e da segurança de clientes. Os testes nas empresas, de acordo com o diretor do Instituto Butantan e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Dimas Covas, vão complementar a estratégia do Governo para monitorar a pandemia. “E dentro dessa estratégia agora, na fase dos chamados exames sorológicos, que boa parte compreende como exames dos testes rápidos, entra a participação importante do setor privado, que já havia manifestado essa disposição inclusive de ajudar o Estado com os dados que vão ser gerados. É importante dizer que não é apenas o teste, mas existe todo um protocolo”, explicou.

Por fim também foi anunciado que a previsão da queda na arrecadação do Estado, com a pandemia do novo coronavírus, entre abril e junho segue em R$ 10 bilhões. O secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, explicou o motivo dessa estimativa ter continuado igual à anunciada há alguns meses, mesmo com a flexibilização da quarentena anunciada pelo Governo Paulista. “Então a abertura é importante por uma questão de não prejudicar alguns setores da população e melhorar a qualidade de serviços e facilitar a vida das pessoas. Mas por outro lado, isso não vai alterar a atividade econômica ou a arrecadação”, disse.

Mais informações do combate ao novo coronavírus em São Paulo estão no seguinte site: saopaulo.sp.gov.br

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