Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Felipe Zangari

Reflexão Dom João Inácio – 17-04-20

Acompanhe aqui a mensagem do nosso Arcebispo nesta sexta-feira da Oitava da Páscoa.

“Paz e benção saúdo com alegria, com alegria no ressuscitado, a você que nos acompanha através da Rádio Brasil, Felipe, abraço a você e sua equipe e nós neste tempo pascal rezamos:

‘Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia!,pois o Senhor que mereceste trazer em vosso seio, aleluia!, ressuscitou como disse, aleluia!, rogai a Deus por nós, aleluia!, alegrai-vos exultai ó virgem Maria, aleluia!, por que o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós os pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!

Oremos: Ó Deus que pela ressurreição de vosso filho, nosso Senhor Jesus Cristo, fizeste brilhar no mundo a alegria, fazei que pela intercessão da virgem Maria, sua Mãe, cheguemos nas alegrias eternas. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!’

Hoje, sexta-feira na oitava da páscoa, ontem, Felipe, houve a troca dos ministros da saúde e este rapaz que entrou, ele falou algumas coisas que nós não podemos concordar com ele, acho que seria interessante o senhor durante o dia comentar um pouco isso, especialmente tomando gaudette et exultet do nosso Papa Francisco, de modo particular número 101, talvez seria bom ler esse número 101 hoje para o nosso povo se dar conta qual é o pensar da igreja, ou seja, em poucas palavras, o pensar da igreja é que não tem vida menos importante do que a outra. O Papa deixa isso muito claro no número 101, desde a concepção até a morte natural, toda vida deve ser cuidada, preservada.

E o Estado, ele tem a função de se prevenir, por isso que o Estado não pode ser sucateado, e o Estado também não pode vender ou terceirizar obras que são da sua competência. Seria a mesma coisa que eu, como Arcebispo, terceirizar atividades pastorais que são essencialmente da minha competência. Todos os casos, gostaria que hoje, o senhor pudesse refletir um pouco sobre isso, ajudar as nossas pessoas a compreender melhor essa verdade da nossa fé, da nossa doutrina.

Hoje, nós lemos Atos dos Apóstolos e João 21. Nos Atos dos Apóstolos, Pedro e Paulo, por causa que eles fizeram bem aquele coxo, eles são colocados na prisão, e no dia seguinte eles são colocados diante daquele grupo que julgou Jesus e condenou Jesus. E Pedro é valente, é a palavra certa, valentia, ele tem valentia, cheio do Espírito Santo, ele não tem medo de anunciar a ressurreição de Jesus e que é tudo ação do ressuscitado que está acontecendo através deles. A verdade, Pedro, ele meio que ironicamente diz para eles, eles acharam que tinham matado Ele, mataram nada, Ele ta em cada um de nós, vivo. Vivo.

E em João 21, Pedro, com mais seis foram pescar e naquela noite não pescaram nada, e então Jesus aparece na Praia, e então Ele pede para eles lançar a rede do lado direito, e João então diz para Pedro: ‘É o Senhor’. E então eles vão conviver e fazer refeição com Jesus. O que é importante para nós? O importante pra nós é que a missão evangelizadora ou a nossa vida sem a presença de Deus, nós podiamos dizer, sem fazê – la em nome de Deus, com a presença de Deus, com a oração, com humildade, com a oração ela não vai produzir frutos, nós podemos nos desgastar que não vai adiantar nada, então temos que fazer tudo com o Senhor, com a presença do Senhor.

E o que eu achei bonito é que quando os discípulos chegam perto de Jesus, naquele momento do convívio, ninguém fala nada, todos ficam convivendo, como que, ao comer o peixe e o pão, saboreando o peixe e o pão, todos estão meio que saboreando um a presença do outro, é depois da refeição que Jesus começa a perguntar pro Pedro. ‘Tu me amas?’.

Então que a nossa atividade toda seja feita a partir do Senhor, e que tenhamos coragem de proclamar a presença do Senhor ressuscitado em nosso meio e na nossa igreja. Rezo a presença de Deus, do ressuscitado sobre sua família, sobre sua vida, sobre suas atividades. Que a graça de Deus e a benção de Deus, por intercessão de Nossa Senhora, desça sobre a sua vida. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém! Abençoado dia.”

Na reflexão, Dom João Inácio faz referência à Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, do Papa Francisco. O número 101 do referido documento diz o seguinte:

“Mas é nocivo e ideológico também o erro das pessoas que vivem suspeitando do compromisso social dos outros, considerando-o algo de superficial, mundano, secularizado, imanentista, comunista, populista; ou então relativizam-no como se houvesse outras coisas mais importantes, como se interessasse apenas uma determinada ética ou um arrazoado que eles defendem. A defesa do inocente nascituro, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada, e exige-o o amor por toda a pessoa, independentemente do seu desenvolvimento. Mas igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram e se debatem na miséria, no abandono, na exclusão, no tráfico de pessoas, na eutanásia encoberta de doentes e idosos privados de cuidados, nas novas formas de escravatura, e em todas as formas de descarte. Não podemos propor-nos um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo, onde alguns festejam, gastam folgadamente e reduzem a sua vida às novidades do consumo, ao mesmo tempo que outros se limitam a olhar de fora enquanto a sua vida passa e termina miseravelmente”.

A íntegra da exortação pode ser lida clicando aqui.

 

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