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Por Celina Silveira

Secretaria de Justiça de Campinas determina que aulas presenciais seguem suspensas durante fases emergencial e vermelha do Plano São Paulo

As aulas presenciais em Campinas seguem permitidas apenas para cursos da área da saúde de nível técnico e superior.

Nesta terça-feira (30), o secretário de Justiça de Campinas, representantes do Ministério Público e do movimento “escolas abertas” se reuniram e decidiram que as atividades presenciais para os demais níveis de ensino serão liberadas apenas quando Campinas não estiver na Fase Emergencial ou Vermelha do Plano São Paulo.

Na última semana, o governo de São Paulo estendeu a fase emergencial em todo o estado até o dia 11 de abril.

Segundo o secretário de Justiça, Peter Panutto, apesar do governo de São Paulo ter decretado no último sábado que as escolas são atividades essenciais, os prefeitos têm liberdade para decidir se autorizam ou não as aulas nos municípios de acordo com a situação epidemiológica de cada cidade.

O secretário de Saúde, Lair Zambon, afirma que as atividades escolares presenciais são importantes, no entanto, no momento em que mais de 200 pessoas com Covid-19 aguardam por leitos de enfermaria ou UTI em Campinas, a suspensão das atividades é necessária.

Segundo a Prefeitura de Campinas, na última semana o número de pacientes com síndromes gripais caiu nos Centros de Saúde e as novas internações por Covid-19 permaneceram estáveis, o que indica que as medidas de contenção ao coronavírus estão funcionando. 

A preocupação agora é que o feriado da Páscoa promova novas aglomerações e o número de casos e internações por Covid-19 voltem a crescer, como explica a diretora do Devisa, Andrea Von Zuben.

Nesta quarta-feira (31), a Secretaria de Justiça deve publicar alterações no decreto em vigor que lista as atividades permitidas ou não na cidade. Os pet shops, clínicas veterinárias e prestadores de serviços de elétrica e hidráulica podem voltar a atender todas as demandas e não ficam mais restritos aos casos de urgência e emergência.

O decreto também reforça que os condomínios de Campinas devem seguir todos os decretos municipais que estabeleçam regras para o combate à pandemia e autoriza que agentes da vigilância sanitária fiscalizem os condomínios.

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