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Por Luiz Felipe Leite

Secretário de Saúde do Estado nega falta de atendimento pra pacientes com Covid-19 sem leitos de UTI

A morte de aproximadamente 500 pessoas de São Paulo em março por suspeita ou confirmação da Covid-19, e que esperavam por uma vaga em leitos de UTI, foi repercutida na manhã desta segunda-feira (5) pelo secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn. Segundo ele, apesar da ausência de vagas, todos os pacientes receberam algum tipo de assistência.

O caso foi relatado pela reportagem da Rádio Brasil na última quinta-feira (1). Mais de 16% das pessoas que morreram no mês passado em São Paulo por suspeita ou com confirmação da Covid-19, e que não resistiram à espera por um leito de UTI, foram de Sumaré, na Região Metropolitana de Campinas. Foi também a cidade que mais registrou casos do tipo em março, em todo o Estado. O levantamento foi divulgado pela EPTV, afiliada da Rede Globo na região de Campinas.

Em Sumaré foram confirmadas 81 das 496 mortes registradas no Estado de São Paulo e que não tiveram o atendimento em Unidades de Terapia Intensiva no mês passado. As vítimas estavam cadastradas no sistema responsável pela regulação de transferências das vagas de UTI do Estado, mas não resistiram. Março, inclusive, foi o mês mais letal da pandemia do novo coronavírus. O Governo de São Paulo confirmou 15.159 óbitos causados pela Covid-19.

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, toda a estrutura necessária, e que compete ao Governo Paulista, foi ampliada.

No entanto, em entrevista à Rádio Brasil na última quinta-feira, o médico epidemiologista e professor de medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, André Ribas Freitas, explicou que um tempo prolongado de espera coloca em risco a vida dos pacientes que necessitam de um leito de UTI. Ele descreveu que a presença de certos equipamentos, como ventiladores pulmonares e de profissionais como fisioterapeutas, específicos pras Unidades de Terapia Intensiva, são fundamentais na luta dos pacientes pela sobrevivência.

Até o fechamento desta reportagem, 91,2% dos leitos específicos de UTI pra casos graves da Covid-19 no Estado de São Paulo estavam ocupados, com mais de 2,5 milhões de casos da doença confirmados e de 77 mil mortes registradas desde o começo da pandemia, em março do ano passado.

Imagem: Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, em visita ao Instituto Butantan – Assessoria de Comunicação do Governo de São Paulo.

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