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Por Luiz Felipe Leite

Sindicato pede reunião sobre critérios pra distribuição de vacinas na Unicamp

O STU, Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, mandou na última quarta-feira (20) um ofício ao reitor da universidade, professor Marcelo Knobel, pedindo uma reunião para debater os critérios de distribuição das primeiras doses da CoronaVac enviadas pelo Governo de São Paulo à instituição. Além disso, também foi requisitada a lista de quem já recebeu o imunizante contra o novo coronavírus e de quem ainda o tomará.

O ofício foi realizado após a denúncia de que uma profissional de saúde teria furado a fila da vacinação na universidade. Trata-se da médica Eliana Amaral, pró-reitora de Graduação da Unicamp e plantonista no Caism, o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Fotos dela sendo vacinada foram espalhadas em grupos de WhatsApp. Isso gerou reclamações de vários setores internos da universidade, pois ela não estaria na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Esse é o principal critério pra definir quem receberá o imunizante em um primeiro momento.

Segundo a reitoria da Unicamp, quatro mil doses da CoronaVac foram repassadas pra universidade, sendo que as coordenações do Hospital de Clínicas, do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher e do Centro de Saúde da Comunidade ficaram responsáveis por indicar os profissionais de saúde que serão vacinados desta vez. Após as denúncias de que houve uma furada na fila, a vacinação, iniciada na última terça-feira (19), chegou a ser interrompida na Unicamp. No entanto, o processo foi retomado ainda na quarta-feira.

De acordo com o coordenador do Departamento de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, João Raimundo Mendonça de Souza, conhecido como Kiko, alguns profissionais expostos ao vírus, como os da equipe da central de materiais esterilizados, não tiveram a mesma prioridade de serem imunizados.

Já o médico, professor e superintendente do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher,  Luís Otávio Sarian, disse que a doutora Eliana Amaral possui os requisitos para ser imunizada neste momento, que a vacinação foi interrompida pra alguns ajustes logísticos e que os representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp serão ouvidos.

Por meio de nota a Unicamp informou que os demais funcionários do setor de saúde e os outros grupos prioritários serão vacinados assim que mais doses do imunizante contra a Covid-19 chegarem à instituição. A médica Eliana Amaral foi procurada pra se manifestar, mas não houve resposta até o fechamento desta reportagem. No entanto, ela publicou, em uma rede social, uma nota de repúdio onde nega qualquer irregularidade no fato de ter sido imunizada com a CoronaVac.

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