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Por Luiz Felipe Leite

Sindicatos de Campinas defendem que profissionais da educação sejam imunizados contra a Covid de forma antecipada

O Governo Federal, por meio de uma nota técnica divulgada no último dia 3 de março, anunciou que educadores da rede básica, com ênfase nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, estão incluídos no grupo prioritário pra serem vacinados contra a Covid-19. No entanto, esse anúncio, até o momento, não resultou em nenhuma ação prática.

Sobre isso a reportagem da Rádio Brasil entrevistou nesta semana integrantes dos três sindicatos que representam os professores e profissionais da educação em Campinas: o STMC, Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Campinas, que atende os profissionais da rede municipal de ensino; a Apeoesp, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, entidade que representa os profissionais da rede estadual de educação e o Sinpro, Sindicato dos Professores de Campinas e Região, que atende os profissionais da rede privada de ensino.

A pedagoga, e professora da rede municipal de Campinas há 29 anos, Claudia Bueno é coordenadora do STMC. Ela afirmou que a categoria é contrária ao retorno das aulas presenciais desde o ano passado, por temer que os protocolos de segurança sanitários não seriam cumpridos. Mas são favoráveis à imunização dos profissionais de educação e que os protocolos de segurança sejam cumpridos de forma rigorosa.

A defesa da vacinação com prioridade pros profissionais da educação é pauta também pra professora universitária e presidente do Sinpro Campinas e Região, Conceição Fornasari. De acordo com ela, as aulas remotas devem ser ministradas pelos professores das casas onde moram, e não das escolas.

Pra Suely Fátima de Oliveira, diretora da Apeoesp na região de Campinas, a categoria defende outras pautas além da vacinação pros profissionais da educação e de outros setores da sociedade, que as escolas tenham mais funcionários imunizados, como os responsáveis pela limpeza das unidades, por exemplo.

Os alunos da rede estadual de ensino, segundo uma nova determinação do Governo Paulista e divulgada nesta quinta-feira (11), estarão em recesso até o dia 28 de março. Já as escolas das redes municipal e particular terão autonomia para decidir se vão ou não acompanhar o calendário da rede estadual, antecipando o recesso escolar.

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