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Por Luiz Felipe Leite

Taxa de eficiência da vacina chinesa contra a Covid-19 é de 98% em idosos

A taxa de eficiência da segunda fase dos testes da CoronaVac, vacina criada na China por um laboratório particular contra o novo coronavírus, e que está sendo testada no Brasil desde o fim de julho, é de 98% em pessoas com mais de 60 anos de idade. As informações foram divulgadas na tarde desta quarta-feira (9), em uma coletiva de imprensa feita pela internet no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo. 

Os dados foram divulgados no dia seguinte ao anúncio da suspensão dos testes, em todo o mundo, da vacina feita pelo laboratório AstraZeneca e estudada pela Universidade de Oxford, da Inglaterra. O motivo seria por um dos voluntários ter desenvolvido uma condição adversa durante a terceira fase das pesquisas. A instituição responsável pelos testes no Brasil é a Fiocruz, a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Já a CoronaVac está sendo testada no Brasil, também na terceira fase das pesquisas clínicas, desde o fim de julho em vários centros de estudos. O Instituto Butantan, mantido pelo Governo de São Paulo, é o responsável pelas avaliações e, se a vacina for efetiva, pela produção em massa das doses.

Segundo o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), não se trata de uma corrida pela primeira vacina.

Na avaliação do médico e diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, as vacinas representam um dos maiores avanços científicos da humanidade.

Ainda na coletiva de imprensa foi divulgado que, dependendo dos dados à ser registrados até o fim da semana, deve ser confirmada a quinta semana seguida de redução de novos casos e mortes por Covid-19 no Estado de São Paulo. 

Sobre a vacina CoronaVac, a estimativa dos responsáveis pelas pesquisas avaliam que, se ela for efetiva, deve estar disponível no fim deste ano com aproximadamente 45 milhões de doses.

Imagem: Governo de São Paulo

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