Todos os anos, cerca de 14 mil toneladas de medicamentos perdem a validade no Brasil. Os dados são do relatório mais recente da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal.
O descarte de medicamentos em locais adequados é uma pauta recente do Governo Federal, que em 2020, regulamentou o Programa Lixo Zero para que os usuários possam levar o material em pontos de coleta da cidade, sejam eles nas drogarias, Unidades Básicas de Saúde ou nos comércios.
Em Campinas, as drogarias possuem pontos de coleta disponíveis para que a própria população faça o descarte de medicamentos e além disso, ficam responsáveis pelo aproveitamento deles.
É o que explica a farmacêutica e diretora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da PUC-Campinas, Juliana Zeferino.
Em caso de descarte incorreto de medicamentos, os impactos gerados não só atingem a população, mas principalmente o meio ambiente.
Os princípios ativos presentes nas formulações dos remédios, em contato com a natureza, podem resultar em alterações do solo, da água e até da própria atividade da natureza.
Outra preocupação é em relação ao armazenamento dos remédios dentro de casa.
Apesar das especificações quanto à forma correta para isso estarem indicadas nas bulas, Juliana reforça algumas recomendações para que os medicamentos não sejam descartados antes do prazo de validade.
O descumprimento de regras por parte das empresas farmacêuticas em relação à destinação correta de medicamentos, sugere uma infração sanitária grave.
As punições podem ir de advertências e multas, até o cancelamento do alvará do estabelecimento.
Fotografia: Arquivo / Agência Brasil
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