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18 de julho de 2023

Extratos de plantas naturais podem ser usados como larvicidas, aponta estudo

Cajuzinho do cerrado e alecrim se mostraram eficientes no combate às larvas do mosquito Aedes aegypti

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Uma pesquisa realizada por uma estudante de Ciências Biológicas, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), revelou que extratos de plantas naturais podem servir como possíveis larvicidas no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Os extratos usados durante o estudo foram do cajuzinho do cerrado e também do alecrim. 

A autora da pesquisa, a estudante Clerrane Santana, afirma que essas plantas foram escolhidas com o objetivo de explorar a biodiversidade brasileira e principalmente, de aproveitá-las como larvicidas alternativas.

Os resultados dos estudos foram promissores. De acordo com Clerrane, o alecrim se mostrou mais eficiente nas primeiras 12 horas em relação à água sanitária, já utilizada nesse tipo de combate.

Além disso, Clerrane Santana destacou que em relação ao cajuzinho do cerrado, sua eficiência foi atingida no decorrer do tempo, com as larvas em uma concentração de 2% entre 12 e 24 horas.

Clarrane explica ainda que durante o experimento foi possível observar uma inibição do desenvolvimento das larvas do mosquito.

Isso quer dizer, segundo ela, que os extratos sendo usados com tal finalidade, têm a capacidade de comprometer as funções básicas das larvas e fazer com que elas não cheguem à fase da pupa.

Os próximos passos desse estudo é verificar a toxicidade do alecrim em outros organismos para que no futuro, ele possa ser usado comercialmente como um larvicida mais natural e com menos danos ao meio ambiente.

 


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